C.H.I.P.R.E.
Central de Habilidades, Inteligência e Personalização de Recursos Educacionais
Protótipo criado pela equipe Legião do Chipre no Hackathon UniCesumar × Elotech, durante a WorkInTech 2026, para o desafio sobre evasão escolar. Em vez de só apontar quem está em risco, ele ajuda a escola a entender o que está empurrando o aluno para fora e a levar o problema a quem pode resolver. O projeto ficou em 2º lugar.
- Evento
- Hackathon WorkInTech 2026 · UniCesumar × Elotech
- Desafio
- “Antes que seja tarde”: evasão escolar
- Formato
- Protótipo com dados fictícios
- Resultado
- 2º lugar, em equipe
Contexto do hackathon
O hackathon fez parte da semana WorkInTech, na UniCesumar, entre 28 e 30 de outubro de 2026. Foi realizado pela UniCesumar e pela Axion, empresa júnior dos cursos de TI, com patrocínio da Elotech, empresa de software para gestão pública de Maringá. O tema foi “Educação que chega: tecnologia contra as barreiras do aprender”, e a equipe escolheu o Desafio 1, “Antes que seja tarde”, sobre evasão e abandono escolar.
As regras orientaram o projeto desde o início: usar apenas dados fictícios ou públicos, pensar em quem vai usar a solução no dia a dia, propor algo viável para uma rede de ensino e nunca expor, rotular ou punir um estudante — a decisão é sempre de uma pessoa.
Problema e objetivo
O problema
O aluno dá sinais antes de sair — as faltas sobem, as notas caem —, mas a escola costuma perceber quando ele já foi embora. Segundo a PNAD Contínua Educação 2024 (IBGE), 42% dos jovens sem ensino médio completo apontam a necessidade de trabalhar como principal motivo.
Sistemas que preveem quem vai sair já existem. A equipe concluiu que o gargalo é outro: o que acontece depois do alerta.
O objetivo
Dar à escola tempo e caminho para agir: ouvir o aluno antes de decidir, entender a barreira por trás das faltas e levar essa barreira a quem pode resolvê-la — sem rótulos, rankings ou mensagens automáticas.
A ideia: do sinal ao apoio
A inspiração veio da análise de churn usada por equipes de Customer Success, que percebem o cliente prestes a cancelar e agem de forma diferente com cada um. No C.H.I.P.R.E., cada caso passa por quatro etapas:
- SinalUma queda em relação ao padrão do próprio aluno. O sistema não inventa a causa.
- EscutaUma pessoa conversa com o aluno; o relato fica separado do que foi verificado.
- ApoioOpções cadastradas pela escola, compatíveis com a rotina do aluno.
- RevisãoMelhorar não encerra o caso: o acompanhamento continua com responsável e prazo.
O diferencial é olhar além do aluno: faltas coincidentes entre estudantes que compartilham a mesma rota de transporte, turno ou dia viram uma única ação coletiva, encaminhada ao setor responsável.
Trabalho em equipe
Como a equipe trabalhou
A Legião do Chipre dividiu o trabalho entre dados fictícios, regras de análise, interface e pitch, e registrou as decisões de produto em um log compartilhado ao longo dos três dias.
Uso de IA
Como o regulamento permitia, a equipe usou IA como apoio na construção da interface do protótipo. O desenho da solução e as decisões de produto foram da equipe.
O protótipo
O que foi demonstrado é um MVP do fluxo de acompanhamento, com sinais calculados sobre dados fictícios. O modelo de aprendizado de máquina descrito abaixo faz parte da proposta de implementação, não do protótipo apresentado.
- Sinais de queda calculados sobre dados fictícios e comparados com o padrão do próprio aluno.
- Ficha do estudante com as etapas Sinais, Escuta, Plano e Revisão.
- Plano de permanência com responsável, prazo, situação e próxima revisão.
- Barreiras coletivas: faltas coincidentes por rota, turno ou dia.
- Proposta de motor em duas camadas: regras explicáveis em seis áreas (frequência, desempenho, comportamento e clima, socioeconômico, familiar e trajetória) e, depois, um modelo treinado com o histórico da própria rede.
- Viabilidade: usa dados que a escola já tem (diário, notas, ocorrências e matrícula).
Decisões de produto
- Níveis pela ação da escola, não pelo aluno: Observar, Conversar, Intervir e Mobilizar a rede. Sem ranking e sem porcentagem ao lado do nome.
- Contexto social sozinho não gera alerta. Só mudanças observadas na escola abrem um caso.
- Fora do cálculo: cor/raça, sexo, deficiência e saúde.
- Nenhuma mensagem automática. Quem conversa com o aluno e a família é sempre uma pessoa.
Resultado
- 2º lugar no Hackathon UniCesumar × Elotech, conquistado pela equipe Legião do Chipre.
- Demonstração com um caso fictício completo: do sinal de queda na frequência à ação coletiva com o setor de transporte.
- Indicadores propostos para um piloto em uma rede municipal: antecedência do primeiro sinal, apoios que de fato chegaram e barreiras coletivas resolvidas.
Aprendizados
- Começar pelo problema real — o que acontece depois do alerta — e não pela tecnologia.
- Tratar a proteção de quem é afetado como requisito de produto, não como detalhe.
- Separar com clareza, para a banca, o que o protótipo faz do que ainda é proposta.
- Dividir o trabalho e registrar decisões em equipe com prazo de horas.
Galeria
Quadros do vídeo de apresentação da equipe, com telas do protótipo e dados fictícios.